sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

#Justiça pelo orelha


 É paradoxal, e profundamente perturbador, que indivíduos rotulados como “adolescentes” demonstrem plena capacidade de cometer atos de extrema crueldade, como matar um cão que não oferecia qualquer ameaça, e ainda assim sejam tratados como crianças incapazes de responder por seus próprios crimes. Trata-se, em muitos casos, de jovens privilegiados, amparados por um sistema falido, incoerente e seletivo, que confunde proteção com impunidade.


Não se trata de um episódio isolado ou de um “desvio momentâneo”. O assassinato do cão conhecido como Orelha foi apenas um entre outros atos de violência praticados pelos mesmos delinquentes, que dias antes já haviam tentado matar outro cão por afogamento, não obtendo êxito porque o inocente conseguiu fugir. Isso revela não apenas intenção, mas reincidência, frieza e prazer na prática da crueldade, elementos incompatíveis com a ideia de ingenuidade ou imaturidade moral.

Até quando o Brasil continuará a relativizar crimes bárbaros sob o pretexto da idade? Não estamos falando de crianças inocentes, alheias às consequências de seus atos, mas de indivíduos plenamente conscientes do que fazem, capazes de distinguir o certo do errado e, ainda assim, escolher a violência como forma de entretenimento. A crueldade não é um erro infantil; é uma escolha. E um sistema que se recusa a reconhecê-la como tal não protege a sociedade, apenas legitima a impunidade.

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