Escritora, Edileide Machado
✨ Bem-vindo(a) ao meu espaço literário! ✨ Aqui compartilho palavras que respiram , contos, poesias, reflexões e experiências que transitam entre a realidade e a imaginação. Meu objetivo é transformar sentimentos em histórias, dar voz ao silêncio e criar pontes entre quem escreve e quem lê. Se você ama literatura, se encanta com narrativas que despertam emoção e gosta de descobrir novos mundos por meio das palavras, este é o seu lugar. 💫
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
#Justiça pelo orelha
É paradoxal, e profundamente perturbador, que indivíduos rotulados como “adolescentes” demonstrem plena capacidade de cometer atos de extrema crueldade, como matar um cão que não oferecia qualquer ameaça, e ainda assim sejam tratados como crianças incapazes de responder por seus próprios crimes. Trata-se, em muitos casos, de jovens privilegiados, amparados por um sistema falido, incoerente e seletivo, que confunde proteção com impunidade.
Não se trata de um episódio isolado ou de um “desvio momentâneo”. O assassinato do cão conhecido como Orelha foi apenas um entre outros atos de violência praticados pelos mesmos delinquentes, que dias antes já haviam tentado matar outro cão por afogamento, não obtendo êxito porque o inocente conseguiu fugir. Isso revela não apenas intenção, mas reincidência, frieza e prazer na prática da crueldade, elementos incompatíveis com a ideia de ingenuidade ou imaturidade moral.
Até quando o Brasil continuará a relativizar crimes bárbaros sob o pretexto da idade? Não estamos falando de crianças inocentes, alheias às consequências de seus atos, mas de indivíduos plenamente conscientes do que fazem, capazes de distinguir o certo do errado e, ainda assim, escolher a violência como forma de entretenimento. A crueldade não é um erro infantil; é uma escolha. E um sistema que se recusa a reconhecê-la como tal não protege a sociedade, apenas legitima a impunidade.
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
A Última Noite de Outubro
O vento sibilava entre as frestas da janela, e o outono espalhava folhas secas pelo quintal. Dentro da casa antiga, Sonia acendia velas. O relógio marcava meia-noite. Halloween.
Fazia exatos três anos desde que Sabrina partira ,quinze anos, um riso doce e um tumor cruel que a levou rápido demais. Desde então, o mundo perdera a cor para Sonia. Vivia entre fotos, lembranças e o perfume que a irmã deixara impregnado nos lençóis.
Mas naquela noite, Sonia não queria apenas lembrar.
Ela queria ver.
Nem que fosse uma vez.
Nem que custasse caro.
Na mesa, dispunha objetos como aprendera em um livro antigo que encontrara num sebo: uma vela preta, uma branca, uma mecha do próprio cabelo e o colar que pertencia a Sabrina. Ajoelhou-se, o coração acelerado.
— Só por uma noite... — sussurrou.
As chamas vacilaram. O ar pareceu engrossar. O silêncio da casa se tornou pesado, como se o tempo tivesse parado para observar o que ela fazia
Um frio percorreu-lhe a espinha.
E então, um sussurro.
Baixo. Familiar.
— “Sonia...”
O colar de Sabrina tremia sobre a mesa. As velas se inclinaram na direção da voz. Sonia sentiu o ar rarefeito, o chão girar. De repente, ela não estava mais na sala , ou estava, mas o ambiente era outro: a luz era azulada, as paredes pareciam respirar.
Diante dela, uma figura surgia.
Rosto pálido, cabelos soltos, olhos meigos.
Era Sabrina.
— Irmãzinha... é você? — perguntou Sonia, chorando.
Sabrina sorriu, mas seus olhos traziam uma melancolia que Sonia nunca vira.
— “Eu senti sua falta, mas você não devia ter me chamado. Aqui não é lugar para vivos.”
Sonia se lançou para abraçá-la, mas o corpo de Sabrina era feito de névoa. A sensação foi gelada, como se o toque drenasse sua própria força.
— Só mais um abraço, por favor! — implorou Sonia.
— “Você me prende quando não me deixa ir...” — respondeu a irmã, com a voz distante, quase como o vento entre árvores. — “Eu estou em paz. Mas você, Sonia... está presa ao que já morreu.”
Sonia caiu de joelhos, soluçando.
A imagem de Sabrina começou a se desfazer, e a luz das velas tremeluziu até se apagar.
Quando a escuridão tomou conta, apenas o colar ficou sobre a mesa agora quente, como se guardasse o calor de um último toque.
Na manhã seguinte, os vizinhos encontraram Sonia dormindo no chão da sala, com um leve sorriso no rosto e o colar entre os dedos. Pela primeira vez em anos, parecia tranquila.
Dizem que, naquela noite, alguém ouviu risadas de meninas ecoando pelo quintal uma delas, doce e viva, como a de Sabrina.
Mulheres criadas por homens
Há algo de singular nas mulheres criadas por homens. Talvez porque cresçam observando o mundo sob um olhar diferente do que a sociedade costuma atribuir ao feminino. Desde cedo, aprendem que o amor pode vir em gestos silenciosos, em um cuidado prático, em uma proteção discreta, e nem sempre nas palavras doces ou nas demonstrações de afeto que o senso comum espera.
Essas mulheres costumam carregar uma força serena, uma forma direta de lidar com a vida, e uma noção muito clara de limites. Muitas vezes, tornam-se resolutivas, independentes e seguras de si, porque foram incentivadas a enfrentar desafios com coragem, sem esperar que alguém venha salvá-las. Aprendem, pela convivência, que a vulnerabilidade pode coexistir com a firmeza, e que a sensibilidade não as torna menos fortes.
Porém, há também um lado delicado nesse caminho. A ausência de uma figura feminina próxima pode fazer com que algumas demorem a compreender certos aspectos da afetividade e do autocuidado. Nem sempre sabem como acolher a si mesmas, afinal, foram ensinadas a resistir, mais do que a se permitir sentir. Aprender a se escutar pode ser o maior desafio de quem cresceu ouvindo que o silêncio é uma forma de força.
Mulheres criadas por homens, no entanto, trazem um equilíbrio raro: unem o raciocínio lógico com a intuição, a firmeza com a empatia, a independência com a doçura. São mulheres que aprenderam a se erguer sozinhas, mas que, com o tempo, descobrem que permitir-se ser cuidada também é uma forma de coragem.
No fim, não são melhores nem piores, apenas moldadas de um modo diferente. Forjadas entre gestos contidos, conselhos diretos e olhares que diziam mais do que palavras, elas carregam dentro de si um universo que mistura força e sensibilidade em medidas únicas. São prova viva de que o amor, quando é verdadeiro, transcende gênero, e se expressa de mil maneiras possíveis.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
Texto para reflexão
Hoje vivi uma situação, no mínimo, curiosa, estranha e, ao mesmo tempo, cômica. Enquanto almoçava em um restaurante próximo ao meu trabalho, fui abordada por uma senhora que, de maneira direta, perguntou-me se eu apreciava usar bijuterias. Intrigada, perguntei sobre os preços, ela me respondeu que o brinco mais acessível custava em torno de R$ 35,00, valor que, confesso, considerei elevado para peças tão simples. Ainda assim, decidi, por educação, aceitar ver as peças.
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Lançamento livro o trem das 23
O Trem das 23:00, somos conduzidos por uma comovente jornada emocional protagonizada por Tomaz e Alex, dois jovens marcados por uma perda devastadora. No mesmo dia, ambos enfrentam o luto absoluto: Alex perde sua mãe e Tomaz, seu pai, vítimas de um trágico acidente de carro. Imersos em dor e na sensação sufocante de impotência, o destino dos amigos toma um rumo inesperado quando Alex descobre um enigmático livro de magia, que sugere a possibilidade de viajar no tempo.
Movidos pelo desejo ardente de reverter o passado e impedir a tragédia, os dois embarcam em uma aventura tão fantástica quanto perigosa , onde cada decisão carrega implicações profundas e imprevisíveis. À medida que exploram os segredos do livro, percebem que alterar o passado pode desencadear consequências que transcendem sua compreensão, afetando não apenas suas histórias pessoais, mas também o curso do futuro.
Entrelaçando fantasia e reflexão existencial, esta narrativa tocante revela os laços inquebrantáveis da amizade e convida o leitor a confrontar as nuances da perda, da culpa e da esperança. Em um mundo reconfigurado pela dor, Tomaz e Alex buscam, juntos, uma nova direção, guiados pela força do afeto que os une e pela coragem de recomeçar.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Inteligência Emocional
Qual é, de fato, o peso do nosso comportamento em nossas vidas?
seja para melhor, seja para pior.
Imagine, por exemplo, quando você contrata um serviço que não corresponde às suas expectativas. Nesse momento, diante da frustração, duas posturas são possíveis: dialogar com os prestadores de forma respeitosa, buscando uma solução eficaz, ou ceder ao impulso de gritar e ofender, tornando tudo ainda mais difícil de resolver.
O comportamento é, portanto, um reflexo da nossa inteligência emocional, revelando não apenas quem somos, mas também o que cultivamos dentro de nós. Ele pode abrir portas ou fechá-las para sempre; pode construir pontes de confiança ou erguer barreiras de ressentimento.
No cotidiano, nas relações pessoais e profissionais, a escolha entre a calma e a agressividade, entre a empatia e a intolerância, define não apenas o desfecho de uma situação, mas também a imagem que deixamos no outro e, em última análise, a qualidade da vida que estamos construindo.
Portanto, a questão não é apenas “como o outro agiu comigo”, mas sobretudo: “como eu escolhi agir diante do que aconteceu?”
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
Lançamento Necrópole
A coletânea mergulha no universo sombrio dos cemitérios, explorando horror, suspense, vampiros, zumbis, seres paranormais e criaturas ocultas. Seu enredo evoca símbolos góticos e criaturas que habitam tumbas e mausoléus, envoltos num ambiente silencioso e opressivo
Autores participantes
Onde comprar & como adquirir
Você pode adquirir o livro na loja virtual da UICLAP. O link direto para a página de venda é:
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UICLAP – Necrópole 4: https://loja.uiclap.com/titulo/ua112389
E também pode conferir mais sobre a Editora Carnage e outras publicações no perfil oficial: -
Editoracarnage na UICLAP: https://uiclap.bio/editoracarnage
#Justiça pelo orelha
É paradoxal, e profundamente perturbador, que indivíduos rotulados como “adolescentes” demonstrem plena capacidade de cometer atos de extr...
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❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤ O profissional formado em Letras ou letrólogo é um estudioso da Língua Portuguesa, idiomas e suas respectiv...





