Escritora, Edileide Machado
✨ Bem-vindo(a) ao meu espaço literário! ✨ Aqui compartilho palavras que inspiram , contos, poesias, reflexões e experiências que transitam entre a realidade e a imaginação. Meu objetivo é transformar sentimentos em histórias, dar voz ao silêncio e criar pontes entre quem escreve e quem lê. Se você ama literatura, se encanta com narrativas que despertam emoção e gosta de descobrir novos mundos por meio das palavras, este é o seu lugar. 💫
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Condensa de sague - Um momento de reflexão
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Paguei a Conta, Recebi a Ofensa
Uma das sensações mais dolorosas da vida é perceber a ingratidão de alguém a quem estendemos a mão quando precisou.
Há alguns anos, morei em uma casa alugada onde a conta de energia elétrica era compartilhada com o imóvel vizinho. O detalhe é que só fui informada dessa situação depois de já ter realizado a mudança. Cerca de um mês depois, uma nova moradora se mudou para a casa ao lado. No início, as contas de luz vinham com valores baixos, o que até me causava estranheza, afinal, duas residências estavam utilizando a mesma medição.
Então, certo mês, recebemos uma conta superior a R$ 700,00. Assustada, procurei a concessionária para entender o motivo daquele valor tão elevado. Foi quando me explicaram que, durante vários meses, não haviam conseguido acessar o relógio para realizar a leitura correta e, por isso, estavam cobrando agora a diferença acumulada dos meses anteriores.
A vizinha, uma jovem de pouco mais de vinte anos que já havia demonstrado certa arrogância em algumas conversas, recusou-se imediatamente a assumir sua parte. Alegava que a empresa estava errada, que a conta era indevida e que eu deveria solicitar o cancelamento da cobrança, algo que, obviamente, não era possível. Depois, passou a justificar sua recusa dizendo que tinha uma filha para criar e que não possuía condições financeiras de contribuir.
No fim das contas, para evitar maiores problemas, acabei pagando sozinha o valor integral da dívida.
Algum tempo depois, a mesma vizinha veio me procurar novamente. Havia acabado de conseguir um emprego, mas estava enfrentando dificuldades porque a empresa exigia o uso de calça social preta, peça que ela não possuía. Sensibilizada com a situação, mais uma vez procurei ajudá-la. Doei duas calças sociais pretas e um blazer para que pudesse trabalhar adequadamente.
Essa convivência durou quase um ano. Contudo, com o passar do tempo, os conflitos relacionados à conta de energia voltaram a surgir. Em determinado momento, ela passou a afirmar que eu e meu noivo estávamos consumindo energia em excesso, especialmente por causa do chuveiro, e que não pagaria por algo que, segundo ela, não utilizava. Curiosamente, a filha dela também frequentava a residência com frequência, assim como meu noivo, e o padrão de consumo nunca havia sofrido alterações significativas.
A situação culminou em uma discussão por mensagens. Durante a conversa, ela me chamou de folgada e fez diversas acusações injustas. Guardei as mensagens e as encaminhei à proprietária do imóvel para me resguardar. Pouco antes de se mudar, voltou a me procurar apenas para criar conflitos, chegando a me ofender com diversos xingamentos.
Essa experiência me ensinou uma lição importante: infelizmente, nem todas as pessoas valorizam a ajuda que recebem. Algumas enxergam a bondade como uma oportunidade para tirar vantagem dos outros. Continuo acreditando na importância de ajudar quem precisa, mas aprendi que generosidade também deve caminhar ao lado da prudência.
Afinal, a verdadeira gratidão não está nas palavras, mas nas atitudes.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Mais um lançamento - Editora Dark Angels
É com imensa alegria que compartilho uma conquista muito especial da minha trajetória literária: faço parte de uma coletânea de contos publicada pela Editora Dark Angels, editora dedicada ao universo do terror, suspense e fantasia sombria. A editora tem se destacado por abrir espaço para novos autores e por reunir obras que exploram os mais diversos aspectos do imaginário fantástico e sobrenatural.
Meu conto, "A Lenda da Noiva de Preto", integra esta obra coletiva e convida os leitores a mergulharem em uma narrativa repleta de mistério, lendas e acontecimentos inquietantes. Inspirada no fascínio que as histórias populares exercem sobre nossa imaginação, a trama resgata elementos do folclore e do terror psicológico, conduzindo o leitor por caminhos onde realidade e sobrenatural se entrelaçam.
Participar desta coletânea representa a realização de um sonho e a oportunidade de compartilhar minha escrita com leitores apaixonados pelo gênero. Mais do que uma publicação, este lançamento simboliza a força da literatura independente e a união de diversos autores que transformam suas ideias e emoções em histórias capazes de provocar reflexão, suspense e encantamento.
Convido todos a conhecerem esta coletânea e a embarcarem na sombria jornada de "A Lenda da Noiva de Preto". Que cada página desperte a curiosidade, a emoção e aquele arrepio característico das melhores histórias de terror.
Uma nova lenda está prestes a ser revelada. Você teria coragem de descobrir os segredos da Noiva de Preto?
segunda-feira, 16 de março de 2026
Lançamento "A aventura de Roger e Jade" por Edileide Machado Souza Santos
Prepare-se para embarcar em uma emocionante jornada cheia de aventuras, amizade e descobertas!
Em “As Aventuras de Roger e Jade: De volta ao lar”, a autora Edileide Aparecida Machado Souza Santos apresenta a história de dois gatinhos muito diferentes que acabam se envolvendo em uma grande aventura longe de casa. Perdidos e cheios de desafios pela frente, eles precisarão aprender a confiar um no outro, fazer novos amigos e enfrentar seus medos para encontrar o caminho de volta ao lar.
Durante essa jornada divertida e emocionante, Roger e Jade descobrem que a amizade, o companheirismo e o amor são capazes de superar qualquer obstáculo.
Uma obra encantadora que promete tocar o coração de crianças e adultos, especialmente daqueles que amam animais e boas histórias.
Uma leitura leve, emocionante e cheia de ensinamentos sobre amizade, família e o verdadeiro significado de lar.
📖 Disponível agora pela UICLAP.
Sinopse
Roger e Jade são dois gatinhos que vivem uma vida tranquila ao lado de sua humana, cercados de cuidado e proteção. Apesar do conforto do lar, as constantes provocações entre os dois acabam levando a uma grande confusão. Em um momento de impulsividade, Roger coloca em prática um plano que muda completamente o rumo de suas vidas.
Depois de saírem de casa, os gatinhos se veem perdidos em um mundo desconhecido, cheio de desafios, novos amigos e perigos inesperados. Durante a jornada para encontrar o caminho de volta, eles conhecem personagens curiosos e descobrem que coragem, amizade e união podem fazer toda a diferença.
Entre aventuras, desentendimentos e aprendizados, Roger e Jade percebem que o verdadeiro significado de lar vai muito além de um lugar: é onde estão o amor, o cuidado e aqueles que nunca deixam de esperar por nós.
As aventuras de Roger e Jade: De volta ao lar é uma história emocionante sobre amizade, descobertas e o valor de sempre encontrar o caminho de volta para quem amamos.
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quarta-feira, 4 de março de 2026
Entre a Liberdade Individual e os Limites da Lei: Tatuagens, Preconceito e Responsabilidade Social
Ao longo dos últimos anos, tenho lido inúmeras reportagens e artigos acerca de tatuagens, piercings e outras formas de modificação corporal consideradas, por muitos, como expressões radicais de identidade. Trata-se de um fenômeno social em expansão, especialmente entre os jovens, que encontram nesses recursos uma forma legítima de manifestação estética, cultural e subjetiva.
Entretanto, no universo empresarial, ainda persiste um certo tabu em relação ao profissional que ostenta múltiplas tatuagens, sobretudo quando visíveis. Embora o discurso predominante sustente que a competência técnica, a ética e a produtividade devam prevalecer sobre a aparência, é inegável que, na prática, tais valores frequentemente se entrelaçam no momento da contratação. A imagem pessoal, consciente ou inconscientemente, continua sendo utilizada como critério de avaliação, revelando resquícios de um julgamento pautado em padrões estéticos tradicionais.
Nesse contexto, surge uma questão relevante: até que ponto tatuagens e piercings se tornam um “peso” na trajetória profissional? Estaríamos diante de um preconceito velado, de uma resistência cultural ou de uma preocupação legítima com a imagem institucional? A linha que separa liberdade individual e expectativa social ainda é tênue e permeada por controvérsias.
O debate torna-se ainda mais sensível quando se trata de tatuagens em áreas extremas do corpo, como o rosto e, especialmente, os olhos. A chamada tatuagem na esclera procedimento que consiste na pigmentação da parte branca do globo ocular tem ganhado visibilidade, mas também suscitado sérias preocupações médicas. A comunidade científica alerta para os riscos envolvidos, que incluem infecções graves, uveíte, catarata, glaucoma e, em casos mais severos, perda parcial ou total da visão. Diferentemente da tatuagem tradicional na pele, trata-se de uma intervenção de alta complexidade e potencialmente irreversível.
Diante desses riscos, já tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.790/2013, que propõe a proibição da tatuagem na esclera ocular, fundamentando-se em razões de saúde pública. A proposta reacende o debate sobre os limites da autonomia individual frente à proteção do próprio corpo e à responsabilidade do Estado em prevenir danos irreversíveis.
No que se refere às tatuagens no rosto, a discussão assume outra dimensão. Para alguns, eventual proibição configuraria uma violação à liberdade de expressão e à manifestação cultural direitos assegurados constitucionalmente. Para outros, haveria justificativa na tentativa de preservar oportunidades sociais e profissionais, considerando o impacto que tais marcas ainda exercem no imaginário coletivo.
Diante desse cenário, cabe uma reflexão: deveria existir uma legislação que proibisse tatuagens nos olhos e no rosto por razões estéticas e de saúde? Ou tal medida representaria uma interferência excessiva na autonomia individual?
A questão permanece aberta e talvez o ponto central não seja apenas o que a lei deve permitir ou vedar, mas como a sociedade pode evoluir para conciliar liberdade, responsabilidade e respeito às diferenças.
terça-feira, 3 de março de 2026
Entre a Invisibilidade e a Indecisão: Um Relato Sobre Amor, Vergonha e Relações Tóxicas
Aos 27 anos, movida pela coragem de quem acredita na sinceridade dos próprios sentimentos, declarei-me a um amigo por quem nutria afeto há algum tempo. Ele era evangélico, eu católica, diferença que, para mim, jamais representaria obstáculo. A resposta demorou quase um dia. No silêncio, preparei-me para a rejeição. Mas ela não veio. O namoro começou.
No início, encontrávamo-nos com frequência antes das aulas, pois estudávamos em universidades próximas. A rotina parecia leve. Contudo, gradualmente, um terceiro nome passou a habitar nossas conversas com constância: Jéssica, colega de ministério infantil na igreja dele. Ele a elogiava com frequência, mencionava projetos conjuntos, ensaios, eventos. A princípio, não vi problema. A convivência religiosa justificava a proximidade.
O desconforto surgiu depois ...não pelas palavras, mas pelas entrelinhas.
Os finais de semana raramente eram nossos. Ele estava sempre envolvido com compromissos da igreja. Quando pedi para assistir a um ensaio, ouvi que eu me sentiria deslocada. Aceitei o não. Não queria parecer insegura.
Um dia, ao mostrar-me fotos de um evento realizado na igreja, percebi um suspiro ao contemplar a imagem dela. Pequenos gestos têm o poder de revelar grandes verdades. A partir dali, minha intuição despertou.
Vieram as ligações atendidas na minha frente, as conversas prolongadas enquanto eu aguardava em silêncio, ao lado dele a minha vez de ter sua atenção! até o momento em que, exausta da indiferença, anunciei que iria embora e que deveríamos terminar tudo, pois era evidente o interesse dele por ela. Ele negava qualquer envolvimento além da amizade e justificava a frequência dos contatos como necessidade organizacional da igreja e não quis dar continuidade ao termino do nosso namoro.
Mas os sinais se acumulavam. E a cada evento a desconfiança mais se confirmava!
Fui convidada para o aniversário da sobrinha dele, e ali vivi constrangimentos difíceis de esquecer. Não fui apresentada como namorada, apenas pelo nome como se fosse só uma amiga. A repetição desse detalhe, diante de cada pessoa que chegava, desenhava um cenário claro: eu existia, mas não ocupava o lugar que deveria.
Na festa, ela (Jessica) o chamou discretamente com um gesto íntimo. Ele suspirou ao vê-la. Não houve hostilidade explícita, apenas aquela sensação incômoda de estar onde não se é prioridade.
O episódio mais emblemático ocorreu quando ele me informou que participaria como par dela em um casamento de amigos. Não houve consulta, apenas comunicado. Em outra ocasião, justificou que não poderia me dar um presente em determinada data porque precisava presentear Jéssica em seu aniversário(presente que eu nunca pedi). A naturalidade com que disse aquilo ecoou como desrespeito.
Fui deixada esperando na chuva em um dia dos nossos encontros. Fui tratada com frieza em mensagens. Fui silenciada em espaços públicos, inclusive quando encontrou o próprio pastor da igreja que ele frequentava e não me apresentou.
Havia ali algo mais profundo que indecisão: havia vergonha.
Seis meses depois, no mesmo dia em que compartilhei a conquista de um estágio na minha área, ele terminou o nosso relacionamento dizendo que não daria certo. Chorei no banheiro da universidade, tentando compreender o que, no fundo, eu já sabia. Desfiz a amizade que tinha com ele em uma rede social, mas com o ego inflamado ele solicitou novamente amizade na rede! Eu tola aceitei!
Pouco tempo depois, ele oficializou publicamente o relacionamento com ela, com foto e declaração extensa na rede social, algo que jamais fizera comigo.
A suspeita transformou-se em confirmação.
Anos mais tarde, compreendi: não perdi um amor. Livrei-me de uma relação onde eu ocupava o lugar de transição, não de escolha. Onde minha presença era tolerada, não celebrada. Onde havia comparação silenciosa e, possivelmente, preconceito religioso velado que nunca foi assumido com honestidade.
Relacionamentos tóxicos nem sempre se manifestam por agressões explícitas. Às vezes, eles se revelam na invisibilidade, na ausência de orgulho, na constante sensação de ser menos.
Hoje, não há saudade. Não há desejo de retomada. Nem mesmo amizade.
Há apenas a consciência de que ninguém merece ser opção enquanto outro ocupa o coração de quem diz amar.
Se algo nessa história me ensinou, foi isto: quando alguém tem vergonha de nos apresentar ao mundo, não é o mundo que deve ser questionado, é o vínculo.
E vínculos precisam de escolha clara, não de silêncio constrangedor.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Gostaria de deixar aqui minha última homenagem ao meu Padrinho!
Hoje me despeço de você com um nó no peito e uma gratidão que o tempo não apagou.
Você não foi apenas meu padrinho de batismo,foi abrigo, foi presença, foi cuidado. Desde os meus seis anos, você me ensinou, sem precisar dizer, o que era ser filha pelo afeto, pelo cotidiano, pelo amor que se constrói em silêncio.
A vida nos levou por caminhos difíceis. A doença chegou, a memória se tornou frágil, e junto dela vieram ruídos que não nasceram de nós dois. Vieram da incompreensão, do orgulho, da necessidade de afirmar laços pelo sobrenome e não pelo cuidado. Eu tentei ficar. Pensei em como cuidar, em como proteger, em como retribuir tudo o que você foi para mim. Mas havia limites humanos, limites físicos, limites emocionais e eu precisei recuar para não me perder inteira.
Nunca me afastei por falta de amor. Afastei-me para sobreviver à dor de ser diminuída, de ter meus sentimentos invalidados, de ver o afeto tratado como algo menor por não estar escrito em papel algum. Mas o que vivemos nunca precisou de registro oficial para ser real.
Doeu não estar presente nos últimos anos. Dói saber que o tempo nos separou quando eu mais queria estar perto. Dói saber que você partiu e eu não pude me despedir como gostaria. Ainda assim, levo comigo a certeza de que fiz o que pude, com o coração limpo e a consciência em paz.
Se existe um lugar onde a memória não falha e o amor não é questionado, espero que você esteja lá agora, ao lado de quem também te amou. Eu sigo aqui, com saudade, com respeito, e com a serenidade de quem sabe que alguns vínculos são eternos, mesmo quando a vida insiste em interrompê-los.
Obrigada por ter sido casa para mim.
Despeço-me com amor e gratidão.
Sei que Deus guardou um lugar especial pra você 🕊️
⭐24/05/1955✝️03/02/2026
Condensa de sague - Um momento de reflexão
Elizabeth Báthory (1560–1614) não era uma mulher comum. Ela pertencia a uma das famílias mais poderosas da Hungria e, depois da morte de se...
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