quinta-feira, 25 de junho de 2026

Paguei a Conta, Recebi a Ofensa

 Uma das sensações mais dolorosas da vida é perceber a ingratidão de alguém a quem estendemos a mão quando precisou.

Há alguns anos, morei em uma casa alugada onde a conta de energia elétrica era compartilhada com o imóvel vizinho. O detalhe é que só fui informada dessa situação depois de já ter realizado a mudança. Cerca de um mês depois, uma nova moradora se mudou para a casa ao lado. No início, as contas de luz vinham com valores baixos, o que até me causava estranheza, afinal, duas residências estavam utilizando a mesma medição.

Então, certo mês, recebemos uma conta superior a R$ 700,00. Assustada, procurei a concessionária para entender o motivo daquele valor tão elevado. Foi quando me explicaram que, durante vários meses, não haviam conseguido acessar o relógio para realizar a leitura correta e, por isso, estavam cobrando agora a diferença acumulada dos meses anteriores.

A vizinha, uma jovem de pouco mais de vinte anos que já havia demonstrado certa arrogância em algumas conversas, recusou-se imediatamente a assumir sua parte. Alegava que a empresa estava errada, que a conta era indevida e que eu deveria solicitar o cancelamento da cobrança, algo que, obviamente, não era possível. Depois, passou a justificar sua recusa dizendo que tinha uma filha para criar e que não possuía condições financeiras de contribuir.

No fim das contas, para evitar maiores problemas, acabei pagando sozinha o valor integral da dívida.

Algum tempo depois, a mesma vizinha veio me procurar novamente. Havia acabado de conseguir um emprego, mas estava enfrentando dificuldades porque a empresa exigia o uso de calça social preta, peça que ela não possuía. Sensibilizada com a situação, mais uma vez procurei ajudá-la. Doei duas calças sociais pretas e um blazer para que pudesse trabalhar adequadamente.

Essa convivência durou quase um ano. Contudo, com o passar do tempo, os conflitos relacionados à conta de energia voltaram a surgir. Em determinado momento, ela passou a afirmar que eu e meu noivo estávamos consumindo energia em excesso, especialmente por causa do chuveiro, e que não pagaria por algo que, segundo ela, não utilizava. Curiosamente, a filha dela também frequentava a residência com frequência, assim como meu noivo, e o padrão de consumo nunca havia sofrido alterações significativas.

A situação culminou em uma discussão por mensagens. Durante a conversa, ela me chamou de folgada e fez diversas acusações injustas. Guardei as mensagens e as encaminhei à proprietária do imóvel para me resguardar. Pouco antes de se mudar, voltou a me procurar apenas para criar conflitos, chegando a me ofender com diversos xingamentos.

Essa experiência me ensinou uma lição importante: infelizmente, nem todas as pessoas valorizam a ajuda que recebem. Algumas enxergam a bondade como uma oportunidade para tirar vantagem dos outros. Continuo acreditando na importância de ajudar quem precisa, mas aprendi que generosidade também deve caminhar ao lado da prudência.

Afinal, a verdadeira gratidão não está nas palavras, mas nas atitudes.


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Mais um lançamento - Editora Dark Angels

 É com imensa alegria que compartilho uma conquista muito especial da minha trajetória literária: faço parte de uma coletânea de contos publicada pela Editora Dark Angels, editora  dedicada ao universo do terror, suspense e fantasia sombria. A editora tem se destacado por abrir espaço para novos autores e por reunir obras que exploram os mais diversos aspectos do imaginário fantástico e sobrenatural.

Meu conto, "A Lenda da Noiva de Preto", integra esta obra coletiva e convida os leitores a mergulharem em uma narrativa repleta de mistério, lendas e acontecimentos inquietantes. Inspirada no fascínio que as histórias populares exercem sobre nossa imaginação, a trama resgata elementos do folclore e do terror psicológico, conduzindo o leitor por caminhos onde realidade e sobrenatural se entrelaçam.

Participar desta coletânea representa a realização de um sonho e a oportunidade de compartilhar minha escrita com leitores apaixonados pelo gênero. Mais do que uma publicação, este lançamento simboliza a força da literatura independente e a união de diversos autores que transformam suas ideias e emoções em histórias capazes de provocar reflexão, suspense e encantamento.

Convido todos a conhecerem esta coletânea e a embarcarem na sombria jornada de "A Lenda da Noiva de Preto". Que cada página desperte a curiosidade, a emoção e aquele arrepio característico das melhores histórias de terror.

 Uma nova lenda está prestes a ser revelada. Você teria coragem de descobrir os segredos da Noiva de Preto?


segunda-feira, 16 de março de 2026

Lançamento "A aventura de Roger e Jade" por Edileide Machado Souza Santos



Prepare-se para embarcar em uma emocionante jornada cheia de aventuras, amizade e descobertas!

Em “As Aventuras de Roger e Jade: De volta ao lar”, a autora Edileide Aparecida Machado Souza Santos apresenta a história de dois gatinhos muito diferentes que acabam se envolvendo em uma grande aventura longe de casa. Perdidos e cheios de desafios pela frente, eles precisarão aprender a confiar um no outro, fazer novos amigos e enfrentar seus medos para encontrar o caminho de volta ao lar.

Durante essa jornada divertida e emocionante, Roger e Jade descobrem que a amizade, o companheirismo e o amor são capazes de superar qualquer obstáculo.

Uma obra encantadora que promete tocar o coração de crianças e adultos, especialmente daqueles que amam animais e boas histórias.

 Uma leitura leve, emocionante e cheia de ensinamentos sobre amizade, família e o verdadeiro significado de lar.

📖 Disponível agora pela UICLAP.

Sinopse

Roger e Jade são dois gatinhos que vivem uma vida tranquila ao lado de sua humana, cercados de cuidado e proteção. Apesar do conforto do lar, as constantes provocações entre os dois acabam levando a uma grande confusão. Em um momento de impulsividade, Roger coloca em prática um plano que muda completamente o rumo de suas vidas.

Depois de saírem de casa, os gatinhos se veem perdidos em um mundo desconhecido, cheio de desafios, novos amigos e perigos inesperados. Durante a jornada para encontrar o caminho de volta, eles conhecem personagens curiosos e descobrem que coragem, amizade e união podem fazer toda a diferença.

Entre aventuras, desentendimentos e aprendizados, Roger e Jade percebem que o verdadeiro significado de lar vai muito além de um lugar: é onde estão o amor, o cuidado e aqueles que nunca deixam de esperar por nós.

As aventuras de Roger e Jade: De volta ao lar é uma história emocionante sobre amizade, descobertas e o valor de sempre encontrar o caminho de volta para quem amamos.


Para comprar o seu clink no link.

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Entre a Liberdade Individual e os Limites da Lei: Tatuagens, Preconceito e Responsabilidade Social


 Ao longo dos últimos anos, tenho lido inúmeras reportagens e artigos acerca de tatuagens, piercings e outras formas de modificação corporal consideradas, por muitos, como expressões radicais de identidade. Trata-se de um fenômeno social em expansão, especialmente entre os jovens, que encontram nesses recursos uma forma legítima de manifestação estética, cultural e subjetiva.

Entretanto, no universo empresarial, ainda persiste um certo tabu em relação ao profissional que ostenta múltiplas tatuagens, sobretudo quando visíveis. Embora o discurso predominante sustente que a competência técnica, a ética e a produtividade devam prevalecer sobre a aparência, é inegável que, na prática, tais valores frequentemente se entrelaçam no momento da contratação. A imagem pessoal, consciente ou inconscientemente, continua sendo utilizada como critério de avaliação, revelando resquícios de um julgamento pautado em padrões estéticos tradicionais.

Nesse contexto, surge uma questão relevante: até que ponto tatuagens e piercings se tornam um “peso” na trajetória profissional? Estaríamos diante de um preconceito velado, de uma resistência cultural ou de uma preocupação legítima com a imagem institucional? A linha que separa liberdade individual e expectativa social ainda é tênue e permeada por controvérsias.

O debate torna-se ainda mais sensível quando se trata de tatuagens em áreas extremas do corpo, como o rosto e, especialmente, os olhos. A chamada tatuagem na esclera  procedimento que consiste na pigmentação da parte branca do globo ocular  tem ganhado visibilidade, mas também suscitado sérias preocupações médicas. A comunidade científica alerta para os riscos envolvidos, que incluem infecções graves, uveíte, catarata, glaucoma e, em casos mais severos, perda parcial ou total da visão. Diferentemente da tatuagem tradicional na pele, trata-se de uma intervenção de alta complexidade e potencialmente irreversível.

Diante desses riscos, já tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.790/2013, que propõe a proibição da tatuagem na esclera ocular, fundamentando-se em razões de saúde pública. A proposta reacende o debate sobre os limites da autonomia individual frente à proteção do próprio corpo e à responsabilidade do Estado em prevenir danos irreversíveis.

No que se refere às tatuagens no rosto, a discussão assume outra dimensão. Para alguns, eventual proibição configuraria uma violação à liberdade de expressão e à manifestação cultural  direitos assegurados constitucionalmente. Para outros, haveria justificativa na tentativa de preservar oportunidades sociais e profissionais, considerando o impacto que tais marcas ainda exercem no imaginário coletivo.

Diante desse cenário, cabe uma reflexão: deveria existir uma legislação que proibisse tatuagens nos olhos e no rosto por razões estéticas e de saúde? Ou tal medida representaria uma interferência excessiva na autonomia individual?

A questão permanece aberta e talvez o ponto central não seja apenas o que a lei deve permitir ou vedar, mas como a sociedade pode evoluir para conciliar liberdade, responsabilidade e respeito às diferenças.

terça-feira, 3 de março de 2026

Entre a Invisibilidade e a Indecisão: Um Relato Sobre Amor, Vergonha e Relações Tóxicas

 


Aos 27 anos, movida pela coragem de quem acredita na sinceridade dos próprios sentimentos, declarei-me a um amigo por quem nutria afeto há algum tempo. Ele era evangélico, eu católica, diferença que, para mim, jamais representaria obstáculo. A resposta demorou quase um dia. No silêncio, preparei-me para a rejeição. Mas ela não veio. O namoro começou.

No início, encontrávamo-nos com frequência antes das aulas, pois estudávamos  em universidades próximas. A rotina parecia leve. Contudo, gradualmente, um terceiro nome passou a habitar nossas conversas com constância: Jéssica, colega de ministério infantil na igreja dele. Ele a elogiava com frequência, mencionava projetos conjuntos, ensaios, eventos. A princípio, não vi problema. A convivência religiosa justificava a proximidade.

O desconforto surgiu  depois ...não pelas palavras, mas pelas entrelinhas.

Os finais de semana raramente eram nossos. Ele estava sempre envolvido com compromissos da igreja. Quando pedi para assistir a um ensaio, ouvi que eu me sentiria deslocada. Aceitei o não. Não queria parecer insegura.

Um dia, ao mostrar-me fotos de um evento realizado na igreja, percebi um suspiro ao contemplar a imagem dela. Pequenos gestos têm o poder de revelar grandes verdades. A partir dali, minha intuição despertou.

Vieram as ligações atendidas na minha frente, as conversas prolongadas enquanto eu aguardava em silêncio, ao lado dele a minha vez de ter sua atenção!  até o momento em que, exausta da indiferença, anunciei que iria embora e que deveríamos terminar tudo, pois era evidente o interesse dele por ela. Ele negava qualquer envolvimento além da amizade e justificava a frequência dos contatos como necessidade organizacional da igreja e não quis dar continuidade ao termino do nosso namoro.

Mas os sinais se acumulavam. E a cada evento a desconfiança mais se confirmava!

Fui convidada para o aniversário da sobrinha dele, e ali vivi constrangimentos difíceis de esquecer. Não fui apresentada como namorada, apenas pelo nome como se fosse só uma amiga. A repetição desse detalhe, diante de cada pessoa que chegava, desenhava um cenário claro: eu existia, mas não ocupava o lugar que deveria.

Na festa, ela (Jessica) o chamou discretamente com um gesto íntimo. Ele suspirou ao vê-la. Não houve hostilidade explícita, apenas aquela sensação incômoda de estar onde não se é prioridade.

O episódio mais emblemático ocorreu quando ele me informou que participaria como par dela em um casamento de amigos. Não houve consulta, apenas comunicado. Em outra ocasião, justificou que não poderia me dar um presente em determinada data porque precisava presentear Jéssica em seu aniversário(presente que eu nunca pedi). A naturalidade com que disse aquilo ecoou como desrespeito.

Fui deixada esperando na chuva em um dia dos nossos encontros. Fui tratada com frieza em mensagens. Fui silenciada em espaços públicos, inclusive quando encontrou o próprio pastor da igreja que ele frequentava e não me apresentou.

Havia ali algo mais profundo que indecisão: havia vergonha.

Seis meses depois, no mesmo dia em que compartilhei a conquista de um estágio na minha área, ele terminou o nosso relacionamento dizendo que não daria certo. Chorei no banheiro da universidade, tentando compreender o que, no fundo, eu já sabia. Desfiz a amizade que tinha com ele em uma rede social, mas com o ego inflamado ele solicitou novamente amizade na rede! Eu tola aceitei!

Pouco tempo depois, ele oficializou publicamente o relacionamento com ela, com foto e declaração extensa na rede social, algo que jamais fizera comigo.

A suspeita transformou-se em confirmação.

Anos mais tarde, compreendi: não perdi um amor. Livrei-me de uma relação onde eu ocupava o lugar de transição, não de escolha. Onde minha presença era tolerada, não celebrada. Onde havia comparação silenciosa e, possivelmente, preconceito religioso velado que nunca foi assumido com honestidade.

Relacionamentos tóxicos nem sempre se manifestam por agressões explícitas. Às vezes, eles se revelam na invisibilidade, na ausência de orgulho, na constante sensação de ser menos.

Hoje, não há saudade. Não há desejo de retomada. Nem mesmo amizade.

Há apenas a consciência de que ninguém merece ser opção enquanto outro ocupa o coração de quem diz amar.

Se algo nessa história me ensinou, foi isto: quando alguém tem vergonha de nos apresentar ao mundo, não é o mundo que deve ser questionado, é o vínculo.

E vínculos precisam de escolha clara, não de silêncio constrangedor.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Gostaria de deixar aqui minha última homenagem ao meu Padrinho!

 Hoje me despeço de você com um nó no peito e uma gratidão que o tempo não apagou.

Você não foi apenas meu padrinho de batismo,foi abrigo, foi presença, foi cuidado. Desde os meus seis anos, você me ensinou, sem precisar dizer, o que era ser filha pelo afeto, pelo cotidiano, pelo amor que se constrói em silêncio.


A vida nos levou por caminhos difíceis. A doença chegou, a memória se tornou frágil, e junto dela vieram ruídos que não nasceram de nós dois. Vieram da incompreensão, do orgulho, da necessidade de afirmar laços pelo sobrenome e não pelo cuidado. Eu tentei ficar. Pensei em como cuidar, em como proteger, em como retribuir tudo o que você foi para mim. Mas havia limites humanos, limites físicos, limites emocionais e eu precisei recuar para não me perder inteira.


Nunca me afastei por falta de amor. Afastei-me para sobreviver à dor de ser diminuída, de ter meus sentimentos invalidados, de ver o afeto tratado como algo menor por não estar escrito em papel algum. Mas o que vivemos nunca precisou de registro oficial para ser real.


Doeu não estar presente nos últimos anos. Dói saber que o tempo nos separou quando eu mais queria estar perto. Dói saber que você partiu e eu não pude me despedir como gostaria. Ainda assim, levo comigo a certeza de que fiz o que pude, com o coração limpo e a consciência em paz.


Se existe um lugar onde a memória não falha e o amor não é questionado, espero que você esteja lá agora, ao lado de quem também te amou. Eu sigo aqui, com saudade, com respeito, e com a serenidade de quem sabe que alguns vínculos são eternos, mesmo quando a vida insiste em interrompê-los.




Obrigada por ter sido casa para mim.

Despeço-me com amor e gratidão.

Sei que Deus guardou um lugar especial pra você 🕊️

⭐24/05/1955✝️03/02/2026

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Amor, uma revelação inesperada

 Era uma garota reservada; não buscava conversas, tampouco se sentia à vontade entre estranhos. Amava, antes de tudo, a própria solitude. As pessoas ao seu redor jamais a compreenderam por completo. Verônica dedicara-se aos estudos durante toda a vida e, ao contrário das irmãs, que tiveram namoradinhos cedo e acabaram se tornando mães solteiras ainda muito jovens, jamais se deixou levar por romances apressados.

Certo dia, enquanto caminhava distraidamente por uma livraria silenciosa, uma moça lhe chamou intensamente a atenção. Era jovem, de cabelos ondulados em um castanho claro suave, olhos cor de mel e um vestido florido que lhe conferia um ar leve e jovial. Ao perceber que estava sendo observada, a desconhecida esboçou um sorriso discreto. Verônica, tomada por um súbito constrangimento, desviou o olhar rapidamente.

No entanto, quando menos esperava, a moça aproximou-se com naturalidade e quebrou o silêncio entre elas:

— Oi… você sempre lê literatura clássica? — disse, apontando para os livros em suas mãos. — Não pude deixar de perceber que está à procura de um livro de aventura.

Verônica sentiu o coração acelerar. Surpresa, ergueu o olhar com cautela e respondeu em tom baixo, quase tímido:

— Gosto de histórias que me levem para longe… lugares onde a realidade não me alcança tão facilmente.

A moça sorriu novamente, agora com mais intensidade, como se tivesse encontrado algo familiar naquela resposta.

— Então temos algo em comum — afirmou. — Às vezes, fugir pelas páginas é a forma mais honesta de se encontrar.

E, entre estantes repletas de palavras e silêncios compartilhados, algo começou a nascer, delicado, inesperado e profundamente transformador.

Verônica sentiu-se profundamente tocada pela maneira como a moça falava. Havia algo em sua voz, uma suavidade firme, quase íntima, que lhe atravessou os sentidos sem pedir permissão. Em seguida, a jovem sorriu e apresentou-se com naturalidade:

— Meu nome é Jéssica. Trabalho aqui perto… sou biomédica.

Verônica permaneceu em silêncio por alguns segundos, tentando compreender o que, de fato, estava acontecendo. Os pensamentos se atropelavam em sua mente; tudo parecia confuso, inesperado, fora de qualquer roteiro que ela conhecesse. Nunca fora boa em lidar com surpresas, muito menos com pessoas que surgiam assim, despertando emoções que ela jamais aprendera a nomear.

Antes que pudesse organizar uma resposta coerente, Jéssica, com um gesto espontâneo e quase despretensioso, fez-lhe um convite:

— Que tal um café? Aqui mesmo na livraria.

O convite pairou no ar como uma provocação suave. Verônica hesitou. Parte dela queria recuar, voltar ao conforto do silêncio e dos livros; outra parte, recém-desperta, sentia uma curiosidade inquieta — uma vontade estranha e nova de permanecer.

Sem saber exatamente por quê, assentiu com um leve movimento de cabeça.

E, naquele instante singelo, entre o aroma do café recém-passado e páginas ainda não lidas, Verônica pressentiu que algo em sua vida começava, silenciosamente, a mudar.

O tempo foi passando, e Jéssica e Verônica, aos poucos, foram se conhecendo. Entre cafés despretensiosos, conversas que começavam tímidas e silêncios que já não causavam desconforto, Verônica passou a compreender não apenas aquela situação inesperada, mas também aspectos de si mesma que sempre estiveram adormecidos.


Cada encontro revelava algo novo, em Jéssica, uma presença acolhedora; em si, uma sensibilidade que jamais tivera coragem de explorar. Pela primeira vez, Verônica percebeu que viver não precisava ser solitário para ser verdadeiro.

Ela se apaixonou por Jéssica de forma silenciosa e profunda. A certeza veio no instante do primeiro beijo: um toque suave, quase hesitante, mas carregado de significado. Não houve pressa, nem excesso — apenas a clareza absoluta de que aquele gesto simples dizia tudo o que as palavras nunca conseguiriam expressar.

Naquele beijo, Verônica entendeu. Não era apenas amor por Jéssica; era, finalmente, amor pela própria vida que começava a se revelar diante dela. Assumir sua identidade e aceitar que ela não era uma pessoa comum, um padrão da sociedade! No fundo Verônica sempre soube que era diferente, mas nunca quis assumir para si mesma!

Os Três felinos de Maria

 

Entre longos bigodes brilhantes e olhares curiosos,

Três gatos espreguiçam-se sob a luz do dia

Um negro como a noite, olhos cor de lua,

mistura-se ao sol, com nítida preguiça felina

Seu miado agudo, estridente e comumente

avisa sobre sua chegada na cozinha de Maria

O segundo, malhado como um tigre,

Brinca com os calangos da casa vizinha

Ataca as lagartixas em cima do muro e faz malabarismo para alcançar as

Borboletas que voam flutuando com suaves movimentos

Nas folhagens da Begônia Maculada camuflam

Seus olhos verdes como esmeraldas

que ornam com as plantas exaltando sua beleza

e grandeza de bichano soberano

O terceiro, uma menina, doida e medrosa,

observa o mundo com olhar desconfiado e desafiador

Sua pelagem cinza clara com manchas brancas mostra sua graciosidade

Seu focinho branco e o nariz rosa destacam a sua beleza feminina

Ela explora a casa com sagacidade,

se move como poesia e mostra seu encanto de felina

À noite, dormem juntinhos espalhados pelo sofá da sala

expressam nas carinhas o prazer pelo conforto

parecendo belas escultaras, embelezam o ambiente

 enriquecido com a perfeição de cada um

verdadeiras obras de arte que respiram

e suspiram pela gratidão do lar

by Edileide Machado Souza

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

#Justiça pelo orelha


 É paradoxal, e profundamente perturbador, que indivíduos rotulados como “adolescentes” demonstrem plena capacidade de cometer atos de extrema crueldade, como matar um cão que não oferecia qualquer ameaça, e ainda assim sejam tratados como crianças incapazes de responder por seus próprios crimes. Trata-se, em muitos casos, de jovens privilegiados, amparados por um sistema falido, incoerente e seletivo, que confunde proteção com impunidade.


Não se trata de um episódio isolado ou de um “desvio momentâneo”. O assassinato do cão conhecido como Orelha foi apenas um entre outros atos de violência praticados pelos mesmos delinquentes, que dias antes já haviam tentado matar outro cão por afogamento, não obtendo êxito porque o inocente conseguiu fugir. Isso revela não apenas intenção, mas reincidência, frieza e prazer na prática da crueldade, elementos incompatíveis com a ideia de ingenuidade ou imaturidade moral.

Até quando o Brasil continuará a relativizar crimes bárbaros sob o pretexto da idade? Não estamos falando de crianças inocentes, alheias às consequências de seus atos, mas de indivíduos plenamente conscientes do que fazem, capazes de distinguir o certo do errado e, ainda assim, escolher a violência como forma de entretenimento. A crueldade não é um erro infantil; é uma escolha. E um sistema que se recusa a reconhecê-la como tal não protege a sociedade, apenas legitima a impunidade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A Última Noite de Outubro

 O vento sibilava entre as frestas da janela, e o outono espalhava folhas secas pelo quintal. Dentro da casa antiga, Sonia acendia velas. O relógio marcava meia-noite. Halloween.

Fazia exatos três anos desde que Sabrina partira ,quinze anos, um riso doce e um tumor cruel que a levou rápido demais. Desde então, o mundo perdera a cor para Sonia. Vivia entre fotos, lembranças e o perfume que a irmã deixara impregnado nos lençóis.

Mas naquela noite, Sonia não queria apenas lembrar.
Ela queria ver.
Nem que fosse uma vez.
Nem que custasse caro.

Na mesa, dispunha objetos como aprendera em um livro antigo que encontrara num sebo: uma vela preta, uma branca, uma mecha do próprio cabelo e o colar que pertencia a Sabrina. Ajoelhou-se, o coração acelerado.

Só por uma noite... — sussurrou.

As chamas vacilaram. O ar pareceu engrossar. O silêncio da casa se tornou pesado, como se o tempo tivesse parado para observar o que ela fazia

Um frio percorreu-lhe a espinha.
E então, um sussurro.
Baixo. Familiar.
— “Sonia...”

O colar de Sabrina tremia sobre a mesa. As velas se inclinaram na direção da voz. Sonia sentiu o ar rarefeito, o chão girar. De repente, ela não estava mais na sala , ou estava, mas o ambiente era outro: a luz era azulada, as paredes pareciam respirar.

Diante dela, uma figura surgia.
Rosto pálido, cabelos soltos, olhos meigos.
Era Sabrina.

Irmãzinha... é você? — perguntou Sonia, chorando.

Sabrina sorriu, mas seus olhos traziam uma melancolia que Sonia nunca vira.
— “Eu senti sua falta, mas você não devia ter me chamado. Aqui não é lugar para vivos.”

Sonia se lançou para abraçá-la, mas o corpo de Sabrina era feito de névoa. A sensação foi gelada, como se o toque drenasse sua própria força.
Só mais um abraço, por favor! — implorou Sonia.

— “Você me prende quando não me deixa ir...” — respondeu a irmã, com a voz distante, quase como o vento entre árvores. — “Eu estou em paz. Mas você, Sonia... está presa ao que já morreu.”

Sonia caiu de joelhos, soluçando.
A imagem de Sabrina começou a se desfazer, e a luz das velas tremeluziu até se apagar.

Quando a escuridão tomou conta, apenas o colar ficou sobre a mesa agora quente, como se guardasse o calor de um último toque.

Na manhã seguinte, os vizinhos encontraram Sonia dormindo no chão da sala, com um leve sorriso no rosto e o colar entre os dedos. Pela primeira vez em anos, parecia tranquila.

Dizem que, naquela noite, alguém ouviu risadas de meninas ecoando pelo quintal  uma delas, doce e viva, como a de Sabrina.


Um pequeno conto para vocês que amam o Halloween.


Mulheres criadas por homens

 


Há algo de singular nas mulheres criadas por homens. Talvez porque cresçam observando o mundo sob um olhar diferente do que a sociedade costuma atribuir ao feminino. Desde cedo, aprendem que o amor pode vir em gestos silenciosos, em um cuidado prático, em uma proteção discreta, e nem sempre nas palavras doces ou nas demonstrações de afeto que o senso comum espera.

Essas mulheres costumam carregar uma força serena, uma forma direta de lidar com a vida, e uma noção muito clara de limites. Muitas vezes, tornam-se resolutivas, independentes e seguras de si, porque foram incentivadas a enfrentar desafios com coragem, sem esperar que alguém venha salvá-las. Aprendem, pela convivência, que a vulnerabilidade pode coexistir com a firmeza, e que a sensibilidade não as torna menos fortes.

Porém, há também um lado delicado nesse caminho. A ausência de uma figura feminina próxima pode fazer com que algumas demorem a compreender certos aspectos da afetividade e do autocuidado. Nem sempre sabem como acolher a si mesmas, afinal, foram ensinadas a resistir, mais do que a se permitir sentir. Aprender a se escutar pode ser o maior desafio de quem cresceu ouvindo que o silêncio é uma forma de força.

Mulheres criadas por homens, no entanto, trazem um equilíbrio raro: unem o raciocínio lógico com a intuição, a firmeza com a empatia, a independência com a doçura. São mulheres que aprenderam a se erguer sozinhas, mas que, com o tempo, descobrem que permitir-se ser cuidada também é uma forma de coragem.

No fim, não são melhores nem piores, apenas moldadas de um modo diferente. Forjadas entre gestos contidos, conselhos diretos e olhares que diziam mais do que palavras, elas carregam dentro de si um universo que mistura força e sensibilidade em medidas únicas. São prova viva de que o amor, quando é verdadeiro, transcende gênero, e se expressa de mil maneiras possíveis.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Texto para reflexão

 
Hoje vivi uma situação, no mínimo, curiosa, estranha e, ao mesmo tempo, cômica. Enquanto almoçava em um restaurante próximo ao meu trabalho, fui abordada por uma senhora que, de maneira direta, perguntou-me se eu apreciava usar bijuterias. Intrigada, perguntei sobre os preços, ela me respondeu que o brinco mais acessível custava em torno de R$ 35,00, valor que, confesso, considerei elevado para peças tão simples. Ainda assim, decidi, por educação, aceitar ver as peças.

No instante em que começou a retirar os acessórios da bolsa, colocou uma luva descartável, daquelas normalmente usadas para tingir cabelos como as usadas em consultórios odontológicos. Estranhei o gesto, mas ela prontamente explicou que suas mãos estavam sujas. Imaginei, então, que fosse um cuidado higiênico para não manusear as peças com as mãos descobertas, hábito que algumas pessoas incorporaram após a pandemia.
Logo em seguida, ela exibiu os brincos, todos dentro de pequenos saquinhos plásticos individuais. Mais uma vez estranhei, mas bastou observar as cores e o material para perceber que se tratava de bijuterias de baixa qualidade, do tipo que escurece já no primeiro uso. Para não ser indelicada, comentei que já possuía modelos semelhantes e, ao apontar para uma das peças, acabei tocando nela sem querer.
Foi nesse momento que a conversa tomou um rumo desagradável . A senhora perguntou se eu era evangélica; ao responder que não, iniciou um discurso carregado de versículos bíblicos, ressaltando que era evangélica e, por isso, não matava nem roubava. Em tom insistente, afirmou que mencionava aquilo porque eu havia tocado nas bijuterias e que Deus a havia advertido em determinada passagem bíblica. Em outras palavras, insinuou que, por eu não ser “de Deus”, não deveria sequer ter encostado em suas mercadorias.
Fiquei refletindo: como alguém com tal postura pretende comercializar seus produtos? Afinal, se os clientes não podem sequer tocar nas peças, como haveria de vender? E o que faria se uma compradora desejasse provar um brinco ou examiná-lo de perto, fora do plástico?

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Lançamento livro o trem das 23

 O Trem das 23:00, somos conduzidos por uma comovente jornada emocional protagonizada por Tomaz e Alex, dois jovens marcados por uma perda devastadora. No mesmo dia, ambos enfrentam o luto absoluto: Alex perde sua mãe e Tomaz, seu pai, vítimas de um trágico acidente de carro. Imersos em dor e na sensação sufocante de impotência, o destino dos amigos toma um rumo inesperado quando Alex descobre um enigmático livro de magia, que sugere a possibilidade de viajar no tempo.

Movidos pelo desejo ardente de reverter o passado e impedir a tragédia, os dois embarcam em uma aventura tão fantástica quanto perigosa , onde cada decisão carrega implicações profundas e imprevisíveis. À medida que exploram os segredos do livro, percebem que alterar o passado pode desencadear consequências que transcendem sua compreensão, afetando não apenas suas histórias pessoais, mas também o curso do futuro.

Entrelaçando fantasia e reflexão existencial, esta narrativa tocante revela os laços inquebrantáveis da amizade e convida o leitor a confrontar as nuances da perda, da culpa e da esperança. Em um mundo reconfigurado pela dor, Tomaz e Alex buscam, juntos, uma nova direção, guiados pela força do afeto que os une e pela coragem de recomeçar.



quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Inteligência Emocional

Qual é, de fato, o peso do nosso comportamento em nossas vidas?


Talvez você nunca tenha parado para refletir, mas a maneira como reagimos diante das circunstâncias pode transformar completamente o rumo de uma situação

seja para melhor, seja para pior.

Imagine, por exemplo, quando você contrata um serviço que não corresponde às suas expectativas. Nesse momento, diante da frustração, duas posturas são possíveis: dialogar com os prestadores de forma respeitosa, buscando uma solução eficaz, ou ceder ao impulso de gritar e ofender, tornando tudo ainda mais difícil de resolver.

O comportamento é, portanto, um reflexo da nossa inteligência emocional, revelando não apenas quem somos, mas também o que cultivamos dentro de nós. Ele pode abrir portas ou fechá-las para sempre; pode construir pontes de confiança ou erguer barreiras de ressentimento.

No cotidiano, nas relações pessoais e profissionais, a escolha entre a calma e a agressividade, entre a empatia e a intolerância, define não apenas o desfecho de uma situação, mas também a imagem que deixamos no outro e, em última análise, a qualidade da vida que estamos construindo.

Portanto, a questão não é apenas “como o outro agiu comigo”, mas sobretudo: “como eu escolhi agir diante do que aconteceu?” 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Lançamento Necrópole


Sobre a antologia

A coletânea mergulha no universo sombrio dos cemitérios, explorando horror, suspense, vampiros, zumbis, seres paranormais e criaturas ocultas. Seu enredo evoca símbolos góticos e criaturas que habitam tumbas e mausoléus, envoltos num ambiente silencioso e opressivo 

Autores participantes

A antologia é resultado da colaboração de diversos escritores. Entre os coautores estão:
Alex Miranda, Anne Almeida, Bruno Reallyme, C. E. Saavedra, Edileide Aparecida, Eliane Cristina, Fernando Veraszto, Florêncio Caldas, Gabriel Giolo, Gilmar Rodrigues, Ivan Ribeiro, James Gallagher Junior, Johnatan Da Matta, José Vitor S. Fontinele, Luciane Aparecida Varela, Marcello Moura, Marcus Pessanha, Maurício Lucas, Paulo Sena, R. A. Szeliga, Renato de Medeiros Jota, Rodrigo Ortiz Vinholo, Sol Oliveira e Tauã Lima Verdan Rangel



✨ Para mim é uma imensa honra fazer parte de mais uma antologia !O lançamento de Necrópole  já está disponível para compra, reunindo contos de horror, suspense e mistério em cenários sombrios de cemitérios e além.



Onde comprar & como adquirir

Você pode adquirir o livro na loja virtual da UICLAP. O link direto para a página de venda é:

 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

✨📚 Mais um lançamento a caminho! 📚✨

 Tenho uma novidade incrível para compartilhar com vocês: em setembro estarei presente em mais uma publicação, dessa vez com a Editora Carnage, na antologia "Necrópole".

Essa coletânea promete arrepiar os leitores com histórias que têm como cenário um espaço carregado de mistério e simbolismo: os cemitérios. Cada conto mergulha em atmosferas únicas, explorando o silêncio das lápides, os segredos guardados entre túmulos e a fina linha entre vida e morte.

É uma oportunidade maravilhosa de estar ao lado de outros autores que também se dedicaram a dar vida (ou melhor, assombro!) a esses enredos sombrios e fascinantes.

📖 Lançamento oficial: setembro de 2025

Preparem-se para atravessar os portões da Necrópole e descobrir as muitas vozes que ecoam desse lugar tão enigmático.

Em breve trarei mais detalhes sobre o meu conto e sobre como adquirir a obra. Fiquem atentos, porque essa é uma leitura que vai mexer com a imaginação,
e talvez até com os sonhos! 🌙⚰️

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Lançamento livro Creepy House Tributo a American Horror Story


No Halloween deste ano, a editora Perpertuo lançou a antologia Creepy House um livro especial em tributo à série "American Horror Story", e a recepção tem sido fantástica! Este projeto reúne talentos diversos, e estou emocionada por fazer parte dessa obra maravilhosa.

A edição física já está à venda e traz uma coleção de contos que exploram o terror, o sobrenatural e o grotesco, capturando a essência das diferentes temporadas da série. Cada história oferece uma nova perspectiva, misturando elementos de horror psicológico com toques de humor e ironia, refletindo a complexidade que os fãs de "American Horror Story" tanto apreciam.

Além disso, o lançamento no Halloween torna tudo ainda mais especial, imergindo os leitores em uma atmosfera perfeita para explorar os mistérios e horrores que o livro oferece. A editora perpetuo  se destacou mais uma vez ao proporcionar uma experiência única e envolvente para todos os amantes do gênero.

Se você é fã de histórias de terror e está em busca de algo novo para ler, não perca essa oportunidade de mergulhar nesse universo fascinante. Sinta o frio na espinha enquanto descobre as narrativas que os escritores talentosos trouxeram à vida.


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Maria Purpurina

"Maria Purpurina" é um livro escrito por Edileide Machado Souza Santos, que explora a jornada de Alana, uma jovem determinada a se formar em psicologia. A obra, disponível na Amazon.com, é um mergulho nas dificuldades e superações que Alana enfrenta enquanto luta para alcançar seu sonho acadêmico.

A protagonista, Alana, é uma estudante de psicologia que enfrenta uma série de desafios ao longo de sua trajetória. Sua jornada é marcada por momentos de introspecção, autodescoberta e, claro, muitos obstáculos que testam sua determinação. Um dos momentos mais impactantes da história ocorre quando ela recebe uma proposta inusitada de um amigo gay, um evento que coloca Alana em uma situação difícil e a força a reavaliar suas prioridades e valores.

A proposta do amigo gay não é apenas um ponto de virada na trama, mas também serve para destacar a complexidade das relações interpessoais e a importância de se manter fiel a si mesmo diante de situações inesperadas. O livro explora temas como identidade, amizade e os desafios pessoais e profissionais que surgem ao longo do caminho de alguém que busca realizar um sonho.

  • "Maria Purpurina" oferece uma visão sensível e realista das lutas e triunfos de uma jovem em sua jornada acadêmica e pessoal. Se você está procurando uma leitura que combine drama, autodescoberta e relações complexas, esse livro pode ser uma ótima escolha.
 

terça-feira, 27 de agosto de 2024

O livro dos mortos

 

O "Livro dos Mortos", publicado pela Editora Quimera, é uma antologia que reúne uma série de contos e poemas de temática sombria e assombrosa. Com uma proposta voltada para o terror e o macabro, o livro apresenta uma coleção de textos que exploram o sobrenatural e o mistério, oferecendo aos leitores uma imersão em cenários aterrorizantes e personagens inquietantes.

A Editora Quimera é conhecida por sua dedicação a obras de gêneros diversos, mas o "Livro dos Mortos" se destaca por sua abordagem focada no terror, trazendo um conjunto de autores que exploram o lado mais sombrio da imaginação. A antologia é ideal para aqueles que apreciam uma boa dose de suspense, mistério e terror, e pode ser uma leitura envolvente para fãs do gênero.

Além de proporcionar uma leitura intensa e cheia de reviravoltas, o livro oferece uma diversidade de estilos e perspectivas dentro do tema do horror, o que enriquece a experiência do leitor e proporciona diferentes formas de explorar o sobrenatural. Se você é fã de contos e poesia que exploram o macabro e o inquietante, essa antologia pode ser uma adição interessante à sua coleção.

Não esqueça de conferir o meu conto na página 32!😉





sexta-feira, 28 de junho de 2024

Lançamento "Maria Purpurina"


 Finalmente está chegando o grande dia!

O livro Maria Purpurina está chegando.

****Em Julho*****

Sinopse para Livro de Suspense: "Maria Purpurina"

Em um mundo onde a imagem pública é tudo, Alana é uma jovem que entra por um acaso em um negócio inusitado e secreto: linda, inteligente e com uma grande desenvoltura que cativa qualquer pessoa, ela se descobre como a acompanhante perfeita. Após receber o convite de um amigo gay para ser sua namorada de mentira em um evento, ela vê a oportunidade de ganhar um dinheiro extra para concretizar seus objetivos e, a partir disso, descobre um negócio que se torna muito lucrativo.  Com um serviço discreto e impecável, seus clientes só aumentam. No entanto, contratempos e mal entendidos começam a tomar conta de sua vida, inclusive um grande mistério começa a rondá-la.

A partir desse momento, Alana se vê envolvida em um enigmático mistério. Conforme ela mergulha mais a fundo em seu novo negócio, mais problemas aparecem e Alana descobre que há muito mais em jogo do que apenas a fachada de relacionamentos falsos. Entre o jogo perigoso de mentiras e verdades entrelaçadas, Alana precisa tomar as rédeas de sua vida novamente.

" Maria Purpurina" é um suspense que mergulha nas profundezas da decepção humana, explorando os limites frágeis entre o desejo por aceitação dos homossexuais e a aceitação pela realidade.

 


Paguei a Conta, Recebi a Ofensa

 Uma das sensações mais dolorosas da vida é perceber a ingratidão de alguém a quem estendemos a mão quando precisou. Há alguns anos, morei e...